À frente da Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Paulo Folletto conduziu o maior volume de investimentos da história para o setor rural capixaba, com mais de R$ 255 milhões aplicados em infraestrutura, pesquisa e assistência técnica.
Sua gestão fortaleceu as cadeias produtivas, ampliou o diálogo com os produtores dos 78 municípios do Espírito Santo e deu protagonismo às mulheres do campo e da pesca.
Nem bem comemorei a vitória do terceiro mandato à Câmara Federal com 55.021 votos, recebi o convite do Governador Renato Casagrande para assumir a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).
No dia que Casagrande fez o convite, avaliei que poderia desenvolver um bom trabalho devido à minha experiência e contato com os produtores rurais e resolvi aceitar o desafio. Me licenciei da vaga da Câmara e Ted Conti assume em meu lugar.
A partir desse compromisso, que dei minha palavra para priorizar programas e políticas para a agricultura familiar, troco o plenário da Câmara por mais de duzentas viagens pelo interior capixaba.
À frente da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) entre 2019 e 2022, conduzi uma gestão voltada para a modernização da infraestrutura rural, fortalecimento das cadeias produtivas e ampliação do diálogo com produtores de todas as regiões do Espírito Santo.
Durante minha passagem pela Seag, a agricultura capixaba recebeu o maior volume de investimentos da história, com recursos e entregas de equipamentos agrícolas, máquinas, programas e pesquisas, no total de R$ 255.202.923,00.
Logo no início da gestão, retomei programas considerados estratégicos para o desenvolvimento do setor, como o "Caminhos do Campo", que realiza revestimento das estradas rurais e calçamento rural, e o "Energia Mais Produtiva".
"Hoje, é luxo e charme viver na roça!"
Entre os destaques do período está o forte investimento em infraestrutura agrícola. Nos primeiros anos da gestão foram destinados cerca de R$ 30 milhões para aquisição de máquinas, caminhões, tratores e equipamentos distribuídos a dezenas de municípios capixabas, contribuindo para melhorar a produção e o escoamento agrícola.
Inovação, assistência técnica, pesquisa agropecuária e diversificação produtiva também receberam recursos. Houve incentivo à cafeicultura, ao cacau, à fruticultura e à agricultura familiar, além da valorização do trabalho realizado por órgãos vinculados como o Incaper e o Idaf. Entre as ações do período está o lançamento de novas tecnologias para o café conilon e a ampliação de programas de apoio a famílias rurais em situação de vulnerabilidade.
Durante a pandemia da Covid-19, como Secretário de Estado da Agricultura, mantive as atividades e coordenei ações para garantir o funcionamento das cadeias produtivas e o abastecimento de alimentos, articulando medidas junto ao Ministério da Agricultura, cooperativas e entidades do setor para que a produção rural não fosse interrompida.
O trabalho permitiu que o agronegócio capixaba mantivesse suas atividades em um dos períodos mais desafiadores da economia brasileira.
Em maio do primeiro ano de pandemia, mantive a agenda de abertura oficial da colheita de conilon realizada em Jaguaré. A Arcelor Mittal e a Seag deram continuidade ao programa Caminhos do Campo e continuaram realizando o revestimento nas estradas rurais.
O programa ganha força maior quando, na gestão de Paulo Folletto na Seag, passou a levar os depósitos do resto de minério de ferro usado no revestimento para municípios do interior, como Jaguaré, Marilândia, Cachoeiro de Itapemirim e Alfredo Chaves.
Confira abaixo outros programas que continuaram funcionando mesmo durante a pandemia da Covid-19:
Calçamento rural: 294 comunidades rurais que receberam o calçamento rural. O custo total desses investimentos é de R$ 60.776.479,00. Somando a extensão total em blocos por quilômetros, foram 139 quilômetros calçados.
Juventude rural: R$ 3 milhões foram investidos em dois programas para a juventude rural capixaba, visando promover a permanência do jovem no campo e a qualificação desses jovens: "Centros Digitais" e "Fortalecimento de Práticas Agrícolas".
Banco de projetos de pesquisa: investimento histórico de R$ 26,6 milhões em pesquisas agropecuárias. O banco de projetos beneficia a agricultura familiar como um todo e empodera a mulher do campo, proporcionando mais autonomia econômica. São 93 projetos de pesquisa agropecuária fomentando a pesquisa, com mais de 200 bolsistas contratados.
Funsaf: criado na 1ª gestão do governador Renato Casagrande, em 2014, para apoiar financeiramente os projetos que contribuam para o desenvolvimento econômico e social dos agricultores capixabas. O programa beneficiou mais de 54 associações com investimentos de mais de R$ 20 milhões.
Percorri as comunidades rurais dos 78 municípios capixabas à frente da Seag. Foi uma experiência grandiosa e incrível. Você ver de perto como as famílias melhoraram suas rendas cuidando da terra com esforço e dedicação.
Costumo falar que não há mais pobreza miserável no campo. As famílias se dedicam com afinco às suas terras, as propriedades possuem casa própria, veículo, e ajudam as novas gerações a conduzir a independência financeira com o amor ao campo.
Durante as visitas e incursões pelo interior do estado do Espírito Santo, técnicos do Incaper e da Seag perceberam o quanto era unanimidade a reclamação da invisibilidade feminina no mundo do campo, principalmente na agroindústria, nas capacitações profissionais e no acesso à saúde.
Daí, nasceu o programa Elas no Campo e na Pesca, que tem o objetivo de promover a valorização do trabalho feminino no meio rural e pesqueiro, estimulando o protagonismo, o empreendedorismo e a autonomia das mulheres capixabas.
As ações do programa incluem assistência técnica e extensão rural com enfoque de gênero, acesso a crédito e políticas públicas, além de apoio à comercialização de produtos e ao fortalecimento de redes de mulheres empreendedoras.
Há associações que foram fundadas e fomentadas a partir do programa. A associação "Mulheres do Canaã", localizada em Santa Júlia, município de São Roque do Canaã, foi fortalecida e profissionalizada com o programa. A coordenação fica por conta de Joyce Aparecida Zanetti, que com orgulho fala que venceram, em 2025, o 1º lugar no empreendedorismo feminino capixaba.
A associação é de produtos artesanais, produzindo rosca, goiabada, biscoitos, bolos, pães e queijos a partir da agricultura familiar formada por mulheres. Para profissionalizar a associação, carro e equipamentos do kit agroindústria - forno cilindro, mesa e batedeira – foram doados.
Antes a produção era individual e fazíamos em casa sem poder fazer muita coisa porque tinha vigilância sanitária, e aí vinham os convites para as feiras e não tínhamos nem carro para levar os produtos.
O Programa Elas no Campo e na Pesca é uma iniciativa do Governo do Estado do Espírito Santo, coordenada pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
A proposta faz parte do Plano Estadual de Políticas para as Mulheres do Espírito Santo (PEPMES) e está integrada ao Programa Agenda Mulher, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à equidade de gênero no campo e na pesca.
No fim do ano de 2022, retorno à Câmara Federal para disputar o 4º mandato. Para minha surpresa, venci no auge da polarização política no Brasil.